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Não há como não começar esta história sem primeiro prestar uma homenagem aos goleiros Pedro Henrique do Flamengo (nº12) e ao Daniel Cardozo do Vasco (nº 1).
Eles foram excepcionais em suas defesas e no apoio aos jogadores das suas equipes. A participação deles foi fundamental no resultado da partida.
Os árbitros foram Washington Feliciano e Diogo Teixeira visto na foto com os capitães Renato Batalha (nº7) do Flamengo e Matheus Perpeto (nº7) do Vasco.
Os mesários foram Eduardo Amaral e Adelmo Bragatto.
O Flamengo foi comandado pelo treinador José Veiga e o Vasco pelo Lucas.
Apesar de poucos gols a partida foi recheada de fortes emoções. Um verdadeiro clássico, um verdadeiro Flamengo e Vasco.
Logo no início da partida, numa cobrança de falta, Sergio Avelino (nº10) bate direto pro gol e Pedro Henrique enfrenta a cobrança e defende a bomba.
O Vasco ataca com disposição o Flamengo procura administrar com mais cautela as investidas do Vasco e num contra ataque aos três minutos, Valdemir (nº10) do Flamengo parte sozinho em direção de Daniel que tenta fechar o ângulo. Habilidoso, Valdemir toca ao lado da saída do goleiro e abre o placar para o Flamengo. Um a zero.
O Vasco só consegue o empate no segundo tempo. Mas com muita dificuldade, pois Pedro Henrique, o goleiro do Flamengo estava sempre presente impedindo que o Vasco empatasse a partida.
Daniel também não deu mole para o Flamengo e fez defesas fantásticas.
Mais uma vez o Vasco ataca, mas Pedro Henrique defende.
Quando faltavam quatro minutos para terminar a partida, numa cobrança de escanteio, Luiz Henrique (nº6) do Vasco, manda no corredor para Leonardo (nº9) que empata a partida.
O Flamengo parte com tudo para virar o jogo, mas agora é a vez de Daniel mostrar que é um grande goleiro.
A última investia do Vasco, embarra novamente na competência de Pedro Henrique.
Com este empate e, considerando que a equipe do Pentágono perdeu para o Madureira, o Vasco assume a liderança da chave ficando o Flamengo em quarto lugar.
Um espetáculo inesquecível.
Um jogo de paz, um clássico onde a rivalidade ficou por conta da partida e os torcedores vibraram com seus atletas e não houve qualquer hostilidade entre eles. Um clássico para servir de exemplo àqueles que vão aos ginásios apenas para hostilizar os jogadores e torcedores adversários. Este é o futsal que queremos para o nosso Rio de Janeiro.
Orlando Barros, 24 de abril de 2010.
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