MARQUINHOS: MALUCO E TALENTOSO, A SERVIÇO DO FONSECA NA SUPER LIGA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Claudia Mendes   
Qui, 01 de Abril de 2010 16:30

Ver a garotada do Santos comemorando seus gols com várias coreografias é muito bom para o esporte. Mas não é novidade para quem acompanha o futsal há algum tempo. Na Super Liga Futsal Rio, ele está inscrito como Marcos Aurélio Farias, na equipe do Fonseca. Mas todo mundo o conhece como Marquinhos Maluco.

site marquinhos

Ele tem um gênio explosivo, que justifica o apelido e lembra até Edmundo, que também começou nas quadras do Fonseca, brindou os torcedores com muito talento nos gramados e muitas confusões também.

A exemplo dos garotos da Vila Belmiro, ele também tem suas formas criativas de comemorar seus gols.

Desde criança, nas peladas de rua aqui no Fonseca, eu sempre fiz isso. Futebol é alegria  – comenta Marquinhos, aos 37 anos.

Nascido em São Gonçalo, cresceu morando na rua que fica atrás do Fonseca Atlético Clube. Aos sete anos, começou na escolinha de futsal do clube e não parou mais. Com seu jeito explosivo e contestador, o ala é alvo de algumas confusões.

Quando entro em quadra, é para ganhar. Reclamo mesmo, não aturo certas coisas, mas respeito quem está ali. Gosto de vencer e luto por isso – emenda.

Marquinhos já rodou o mundo com seu talento. Além do Fonseca, já atuou no Canto do Rio, Grajaú Tênis, Botafogo, América, Itaqui (RS) e por três anos no Beira-Mar, de Portugal. Apontado por muitos como um jogador de rara criatividade, reconhece que poderia ter ficado rico.

 – Não me arrependo de nada. Tenho minha vida estabelecida, mas poderia estar muito melhor. Mas não aturo mandos e desmandos de algumas pessoas – admite, com o conhecido ar contestador.

Marquinhos Maluco é desses artistas, que nasceram para protagonizar. Pai de Gabriel e Mateus, de 4 e 10 anos, agora vive a experiência de ficar nas arquibancadas, acompanhando os garotos que já dão seus primeiros passos no esporte, nas escolinhas do Tio Sam e do CFZ.

Eles são mais calmos. Têm talento e devem se dar bem – ressalta o pai-coruja, que continua comemorando os gols e brindando quem gosta de alegria.

Gol tem de ser comemorado mesmo. A garotada do Santos tem sido muito feliz. São atletas de extremo talento e não ofendem ninguém com isso. Faz parte do espetáculo. O esporte é isso: uma forma de expressão, pura alegria. Vou comemorar meus gols até o final da carreira, porque vou jogar com alegria até o fim.

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